sábado, 25 de junho de 2005

Patanjali

YOGAS CITTA VRTTI NIRODAH
O aquietamento das ondas mentais é o Yoga.
A contenção da substância mental é o Yoga.

domingo, 29 de maio de 2005

Corpos Pintados

A pintura de Zapata na Oca
deixou-me a profunda impressão de descontinuidade do olhar
Ali confundi a tela e a modelo, a pintura e o fotógrafo, a visão do observador.

Todas, formas de arte.
Mas atentei-me ao detalhe: mudando a perspectiva e a distância focal, ou seja
olhando de longe o fotógrafo faz a modelo mesclar no plano da paisagem.

Assim situamos o ser humano: dentro ou fora de uma situação,
se olhamos de longe ou de perto.
Você é a pintura e o quadro, e ao mesmo tempo observador.

Quanto mais perto melhor observamos, maior a diferença entre o homem e o contexto.
Mas para vermos a floresta precisamos nos afastar um pouco
Senão as arvores atrapalham.

terça-feira, 24 de maio de 2005

Einstein

"... é mais fácil destruir um átomo qeu um preconceito."

A causa do preconceito é mais um erro na noção de causalidade
que ignorância das concausas.

:O)

Felicidade

Interessante questão acerca da meditação me ocorre:
Se a todo momento é necessária a consciência plena
e mente presente
a sutil alegria de algum momento nos passará desapercebida.

Isto porque é necessária
para um repente de felicidade a espontaneidade.

Se muito concentrado no momento presente
e focado na consciência plena desse momento, foge-me a espontaneidade.

Assim a consciência do momento presente
causa um afastamento da noção que naquele exato momento se é feliz,
e a felicidade só é reconhecida no passado.

Hari OM

quarta-feira, 27 de abril de 2005

Curisosidade filosófica II

Outrossim,
a ignorÂncia é a mais perfeita Metafísica
nada mais faz que mostrar
a falta de conhecimento das coisas.
c.q.d.
:O)

Curiosidade filosófica

Toda curiosidade filosófica é Natural ao Homem.

Filosoficamente entendo que o conhecimento advém da experiência, pois o conhecimento não experimentado não pode ser considerado como adquirido, apenas teorizado.

A experiência é uma condição necessária a uma inferência causal entre fatos, ou seja é uma conexão entre causas e efeitos constante.
Ex.: Se eu soltar uma maçã ela cairá no solo. Causa a queda a gravidade, mas qual a causa da gravidade?
Mas e se eu lançar um batumaré? O que acontecerá?

O raciocinio lógico se dá sempre através do efeito de uma causa, ligados por uma experiência, que quanto mais repetida, mais certeza dará da ocorrência daquele efeito. Eis o sintoma da causalidade.
Por ex.:Sei que ao beber água sascio minha sede pois quantas vezes antes a saciei bebendo água, repetindo um comportamento aprendido por repetição e experiência.

Por isso a metafísica apresenta-se-nos tão difícil: buscando as causas últimas (ou primeiras) de determinado efeito, impossível recorrer à experiência pois nunca as observamos. A metafísica encontra-se além da experiência, na arbitrariedade do raciocínio completo, das idéias.

Diferente da matemática - linguagem universal, excelente postuladora de uma linguagem simbólica que permite formular causa de uma lei da física, mas que não tem o condão de injetar valor de verdade vez que não ultrapassa a experiência.
Por ex. E = mc². Mas a fórmula fica sem conteúdo se não a experimentarmos. Antes do homem povoar o planeta Terra o Teorema de Pitágoras já era verdadeiro e demosntrado c.q.d. Depois que o Homem deixar a Terra ainda o será.

Todavia acredito ainda que podemos conhecer causas que estão além de nossa experiência e o fazemos sempre que inferimos algo.

sexta-feira, 8 de abril de 2005

Perde-se um Grande AMOR duas vezes

Todo mundo tem um grande amor
E todo grande amor só é grande se for triste
E se é triste é porque se foi
foi-se, perdido, terminado

Como costumo dizer foi feito um acordo
um entrou com o pé outro com a bunda
Mas não é só isso
as perguntas nunca se calam
porquê e como nunca sossegam a mente desolada

Anos depois, as mesmas e diferentes pessoas
amam e sonham com a ideologia do grande amor perdido
grande porque perdido e ideal porque não real

Criam a expectativa que llhes acolhe a emoção
mas também lhes tolhe a felicidade
na medida em que esperam um acontecimento inventado
criado e imaginado, idealizado pela livre imaginação pueril de amores mil

E não mais nem menos sem querer
acontece o súbito encontro entre os então maduros e amargurados corações

E dá-se o furacão se sentimentos e pensamentos
os nãos e os porquês desfalecem
face da pessoa tão amada e desejada

Mas as possibilidades agora restritas
Ou se vive um grande amor ou se vive... cotidianamente
A opção no mais é o cotidiano
já que o coração esqueceu
de quão bem lhe fazia a emoção do grande amor

Ou não

A opção não está mais isolada e nem fala mais de um
e sim de vários
amantes noivos casamentos filhos empregos
tudo numa grande salada
Falta o tempero finale o prato para servir, se vir ou vier.

E aí perde-se de novo o grande amor
Pela segunda vez
Mesmo se longe a pessoa, próximo o sentimento
E escolhe-se pela perda ou pela esperança
Acontece