quarta-feira, 25 de janeiro de 2006

Amo-te tanto meu amor

Amo-te tanto meu amor
não cante humano no coração com mais verdade

amo-te como amigo e como amante
numa sempre diversa realidade

amo-te afim de um calmo amor prestante
e te amo além presente na saudade

amo-te enfim, com grande liberdade
dentro da eternidade e a cada instante

amo-te como um bicho simplesmente
de um amor sem mistério e sem virtude
com um desejo maciço e permanente

e de te amar assim muito, e à miude
é que um dia em teu corpo de repente
hei de morrer de amar mais do que pude.


Saravá Vinicius!
que de tantos
amores tão amados
veio no plural

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do tupi - Aquele que enxerga longe...
no caso aquela...

De Moraes one moras poeta

De tudo
ao meu amor serei atento antes
e com tal zêlo
e sempre e tanto
que mesmo em face do maior encanto
dele se encante mais meu pensamento

quero vivê-lo em cada vão momento
e em seu louvor hei de espalhar meu canto
e rir meu riso e derramar meu pranto
ou seu pesar
ou seu contentamento

e assim, quando mais tarde me procure,
quem sabe a morte,
angústia de quem vive
quem sabe a solidão,
fim de quema ama,

que eu possa dizer do amor que tive
que não seja imortal posto que é chama
as que seja infinito enquanto dure

Muitos foram poetas, mas só Vinicius viveu como um.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2006

Virá... Tranquilo infalível e impassível como Peri, BruceLee e Muhamed Ali

Calma
dê tempo ao Tempo
calma alma
põe cada coisa em seu lugar
e o dia virá, algum dia virá
sem avisar

O que se Foi é se ido

Coisa boa é Deus quem dá
Besteira é agente que faz
Não brigo não falto com a verdade
sinceridade
sai! que a fila tem que andar

A deus

Filho de sol poente quando teima em passear
desce de sal nos olhos, doente da falta que sente do mar
Não sou daqui também marinheiro
Vim só dar Despedida

Seu novo amor

Abre teus armários
estou quase a chegar

Abre tuas gavetas
estende tuas roupas ao Sol

Abre tuas portas
e todas tuas janelas

Deixa teus novos ares
invadirem os espaços

Estende teus lençóis
nas tardes de verão

Seca teus lenços de choro
na manhã do novo dia

Arruma tua cama
para desarrumarmos

Pisca teus olhos
ao vento da mudança

Não te apega às coisas dessas gentes
Pois isso passa...