domingo, 14 de maio de 2006

firma pé

Nunca aplauda um castelo de cartas
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Geração espontânea (princípio ativo)

De novo:

Amor é incondicional.
Amar, que me desculpe nossa sintaxe, é verbo intransitivo.
Não admite objeto direto condicionante.
Eu amo. Ponto porra!
Amo muito e sempre e tanto.

Isso porque - se há condição, não é amor!
Talvez só sexo, inveja, ciúme, medo, posse qualquer cousa outra eu não amor.
Amor é sentimento expontâneo que nos expõe ao clímax da vida.
Se culpa, sem razões, sem qual nem porquê.
Só por quem.

No amor não há requisitos a cumprir -
tais e mais, não fazer isso nem aquilo,
ser assim e assado e,
de vez em quando, for ou não for...

E quando o amor te acenar, segue-o!

Embora por caminhos árduos
e mesmo que sua voz despedace teus sonhos,
mesmo que te arranque as raízes da terra.

Pois se desejas buscar
somente a paz e o tranquilo gozo do amor
cobre tua nudez! abandona essa seara...
o amor - tu não merece!

Infinito e eterno enquanto dura.

Dos nossos males

A nós bastem nossos próprios ais,
Que a ninguém sua cruz é pequenina,
Por pior que seja a situação da China,
Os nossos calos doem muito mais.

+ 1 Quintana na 5ªessência da quitanda...

Do exercício da Filosofia

Como o burrico mourejando à nora,
A mente humana sempre as mesmas voltas dá...
Tolice alguma nos ocorrerá
Que não a tenha dito um sábio grego outrora.

Dá-lhe Quintana!

sexta-feira, 12 de maio de 2006

Find a way

E agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
você só me ensinou a te querer
e te querendo eu vou tentando te encontrar
Vou me perdendo
buscando em outros braços seus abraços,
perdido no vazio de outros passos...
do abismo em que você se retirou e me atirou e me deixou aqui sozinho...

terça-feira, 9 de maio de 2006

Gonçalves Dias

E poi morir.
METASTASIO
Ah! que eu não morra sem provar,
ao menos Sequer por um instante,
nesta vida Amor igual ao meu!

Dá, Senhor Deus, que eu sobre a terra encontre
Um anjo, uma mulher, uma obra tua,
Que sinta o meu sentir;
Uma alma que me entenda, irmã da minha,
Que escute o meu silêncio,
que me siga Dos ares na amplidão!
Que em laço estreito unidas, juntas, presas,
Deixando a terra e o lodo, aos céus remontem
Num êxtase de amor!

domingo, 7 de maio de 2006

Onde começa a paixão?

Quintana já dizia:
pra quê interpretar o poema?
Um Poema já é uma interpretação.
Saravá Quintana!

Quem ama inventa as coisas que ama
Talvez chegaste quando eu te sonhava
Então de súbito acendeu-se a chama
Era a brasa dormida que acordava...

Chegaste calada e feliz
num sorriso maroto e fértil de menina mulher
e chamou minha atenção pelos belos gestos
delicados gracejos e força na vida

tens garra e graça
teu sabor é amargo e doce
tua vida é larga e longa
cheia de idas e vindas

daí fez-se tua personalidade
meiga e arredia
teimosa e afável
forte e suave

Sorte a minha cruzar teu caminho
assim numa grata surpresa
Teu cheiro fica em mim
nosso abraço permanece
vê se aparece!