Mundo mundo vasto mundo
Não rimo com Raimundo mas
visto o mundo da vasta Itabira
Mundo mundo vasto mundo
Nos afasta e aproxima, e ainda gira!
Mundo mundo vasto mundo
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.
:O)
segunda-feira, 30 de outubro de 2006
Free Jazz
Pois é...
não obstante as cifras no marketing da Tim para o FESTIVAL,
Não bastante a AmEba PseuDo FôniCa
continuamos como free jazz...
FANTÁSTICO!
não obstante as cifras no marketing da Tim para o FESTIVAL,
Não bastante a AmEba PseuDo FôniCa
continuamos como free jazz...
FANTÁSTICO!
domingo, 29 de outubro de 2006
Krishna, Gautama e Jesus
Nas lendas dos três salvadores da humanidade vários são os pontos em comum.
Todos descendem de famílias reais, realeza absoluta: krishna de brahmanes, Gautama filho de rei e Jesus da família real de David, todos foram pastores, encarnações divinas, por denunciarem os abusos foram perseguidos pelo poder político, filhos de virgens, dotados de beleza onisciência e onipotência, lavaram os pés de seus cocidadãos em sinal de humildade, todos esmagaram a cabeça da serpente e todos subiram ao paraíso, nirvana ou Nirgûna.
Interessante ressaltar que cronologicamente a história de Krishna passa no ano 5000 ac. Dela derivam as demais, ou os fatos simplesmente se repetem?
Impressionante a semelhança de pessoas, números, locais sagrados e diálogos entre os três enviados divinos.
Todavia as igrejas criadas na base de cada filosofia guardam pouco do original ensinado, que aliás não foi escrito por nenhum dos três.
E, in my way of thinking por assim dizer,
não acredito em sacramentos,
nada que contrarie a minha razão pode constituir uma verdade,
Não existe perdão para os chamados "pecados" só pela aceitação de um dogma.
Observo mais virtude e moralidade nos que não professam nenhuma religião que nos que balburdiam o cristianismo, pois os cristãos mais louváveis que conheci, e insiro meus amigos cléricos aí, são budistas reformados, embora nenhum deles tenha jamais ouvido falar de Sidartha.
A roda da lei do budismo
é o mais próximo propósito de compaixão, moral e sociedade que já estudei.
Trato aqui de uma divindade conceitual, infinita e suprema, que sempre existiu... a anima mundi, fica difícil de acreditar num deus com atributos de um homem como cólera, raiva, ira e justo na medida das leis de alguns habitantes de um certo planeta de um dos sistemas solares do universo...
Cristãos, católicos e muçulmanos que me desculpem, mas Deus é Pai e Não dá mesada!
:O)
Todos descendem de famílias reais, realeza absoluta: krishna de brahmanes, Gautama filho de rei e Jesus da família real de David, todos foram pastores, encarnações divinas, por denunciarem os abusos foram perseguidos pelo poder político, filhos de virgens, dotados de beleza onisciência e onipotência, lavaram os pés de seus cocidadãos em sinal de humildade, todos esmagaram a cabeça da serpente e todos subiram ao paraíso, nirvana ou Nirgûna.
Interessante ressaltar que cronologicamente a história de Krishna passa no ano 5000 ac. Dela derivam as demais, ou os fatos simplesmente se repetem?
Impressionante a semelhança de pessoas, números, locais sagrados e diálogos entre os três enviados divinos.
Todavia as igrejas criadas na base de cada filosofia guardam pouco do original ensinado, que aliás não foi escrito por nenhum dos três.
E, in my way of thinking por assim dizer,
não acredito em sacramentos,
nada que contrarie a minha razão pode constituir uma verdade,
Não existe perdão para os chamados "pecados" só pela aceitação de um dogma.
Observo mais virtude e moralidade nos que não professam nenhuma religião que nos que balburdiam o cristianismo, pois os cristãos mais louváveis que conheci, e insiro meus amigos cléricos aí, são budistas reformados, embora nenhum deles tenha jamais ouvido falar de Sidartha.
A roda da lei do budismo
é o mais próximo propósito de compaixão, moral e sociedade que já estudei.
Trato aqui de uma divindade conceitual, infinita e suprema, que sempre existiu... a anima mundi, fica difícil de acreditar num deus com atributos de um homem como cólera, raiva, ira e justo na medida das leis de alguns habitantes de um certo planeta de um dos sistemas solares do universo...
Cristãos, católicos e muçulmanos que me desculpem, mas Deus é Pai e Não dá mesada!
:O)
sexta-feira, 27 de outubro de 2006
Shiva Samhita e o Hatha Yoga.
A Shiva Samhita e o Hatha Yoga.
O nome Shiva Samhita significa em sânscrito “Coleção [de Ensinamentos] de Shiva”. É um texto em 540 estrofes sobre Hatha Yoga datado do século XVII desta era. Essas 540 estrofes, compostas na métrica chamada trishtubh, estão divididas em 05 (cinco) capítulos, chamados patalas. A obra está composta na forma de um diálogo entre o deus Shiva e sua esposa Parvati (escritos dualistas tântricos), no qual o deus-yogi ensina as práticas do Hatha para sua consorte (detalhe que demonstra que, contrariamente à crença em voga em alguns círculos de Yoga da atualidade, esta prática era tanto para homens quanto para mulheres naquela época, assim como nas anteriores).
Este livro tem “apenas” 300 anos de idade, mas resgata práticas muito anteriores a ele. Assim como a Gheranda Samhita, cita copiosamente o mais antigo manual de Hatha que chegou até a atualidade, a Hatha Yoga Pradipika, bem como algumas das Upanishads do Yoga e um importante texto de Vedanta, atribuído a Adi Shankaracharya, chamado Atma Bodha.
O primeiro capítulo apresenta as noções filosóficas sobre as quais se apoia este sistema, claramente baseadas nos ensinamentos do Advaita Vedanta, a maior e mais influente escola de filosofia não-dualista (não tântrica) da Índia. O autor nos exorta a percebermos a unidade que permeia a criação, à qual todos nós estamos inextrincavelmente ligados, bem como a percebermos e compreendermos a verdadeira natureza da realidade, oculta sob o véu de maya, a ilusão.
O segundo patala versa sobre a estrutura do corpo sutil. O terceiro capítulo contém as técnicas de asana e pranayama. O quarto, ensina as práticas de mudra, os selos energéticos, e inclui uma detalhada e insólita técnica de reabsorção seminal prescrita para evitar a perda do sêmen durante a cópula, chamada vajrondi mudra. O quinto e último capítulo, que é o mais extenso, versa sobre os chakras, centros de energia no corpo sutil, bem como sobre quatro formas de Yoga: Mantra, Hatha, Laya, e Raja Yoga, e seus diferentes métodos.
Hatha e Raja Yoga como caminhos complementares
Chegando no final do último capítulo, o autor retoma uma idéia já presente na Hatha Yoga Pradipika: a de que Hatha e Raja Yoga são interdependentes e complementares:
“O Hatha Yoga não pode ser obtido sem o Raja Yoga, nem o Raja Yoga pode ser obtido sem o Hatha Yoga. Portanto, o yogi deverá, primeiramente, aprender o Hatha Yoga das instruções de seu sábio mestre”. V:182.
Compare o leitor a frase acima com a afirmação da Hatha Yoga Pradipika: “Saúdo o Primevo Senhor, Shiva (Adinatha), que ensinou o conhecimento do Hatha Yoga a sua esposa Parvati. Este conhecimento, como uma escada, conduz ao elevado Raja Yoga”. I:1.
Não existe um sem o outro!
:O)
O nome Shiva Samhita significa em sânscrito “Coleção [de Ensinamentos] de Shiva”. É um texto em 540 estrofes sobre Hatha Yoga datado do século XVII desta era. Essas 540 estrofes, compostas na métrica chamada trishtubh, estão divididas em 05 (cinco) capítulos, chamados patalas. A obra está composta na forma de um diálogo entre o deus Shiva e sua esposa Parvati (escritos dualistas tântricos), no qual o deus-yogi ensina as práticas do Hatha para sua consorte (detalhe que demonstra que, contrariamente à crença em voga em alguns círculos de Yoga da atualidade, esta prática era tanto para homens quanto para mulheres naquela época, assim como nas anteriores).
Este livro tem “apenas” 300 anos de idade, mas resgata práticas muito anteriores a ele. Assim como a Gheranda Samhita, cita copiosamente o mais antigo manual de Hatha que chegou até a atualidade, a Hatha Yoga Pradipika, bem como algumas das Upanishads do Yoga e um importante texto de Vedanta, atribuído a Adi Shankaracharya, chamado Atma Bodha.
O primeiro capítulo apresenta as noções filosóficas sobre as quais se apoia este sistema, claramente baseadas nos ensinamentos do Advaita Vedanta, a maior e mais influente escola de filosofia não-dualista (não tântrica) da Índia. O autor nos exorta a percebermos a unidade que permeia a criação, à qual todos nós estamos inextrincavelmente ligados, bem como a percebermos e compreendermos a verdadeira natureza da realidade, oculta sob o véu de maya, a ilusão.
O segundo patala versa sobre a estrutura do corpo sutil. O terceiro capítulo contém as técnicas de asana e pranayama. O quarto, ensina as práticas de mudra, os selos energéticos, e inclui uma detalhada e insólita técnica de reabsorção seminal prescrita para evitar a perda do sêmen durante a cópula, chamada vajrondi mudra. O quinto e último capítulo, que é o mais extenso, versa sobre os chakras, centros de energia no corpo sutil, bem como sobre quatro formas de Yoga: Mantra, Hatha, Laya, e Raja Yoga, e seus diferentes métodos.
Hatha e Raja Yoga como caminhos complementares
Chegando no final do último capítulo, o autor retoma uma idéia já presente na Hatha Yoga Pradipika: a de que Hatha e Raja Yoga são interdependentes e complementares:
“O Hatha Yoga não pode ser obtido sem o Raja Yoga, nem o Raja Yoga pode ser obtido sem o Hatha Yoga. Portanto, o yogi deverá, primeiramente, aprender o Hatha Yoga das instruções de seu sábio mestre”. V:182.
Compare o leitor a frase acima com a afirmação da Hatha Yoga Pradipika: “Saúdo o Primevo Senhor, Shiva (Adinatha), que ensinou o conhecimento do Hatha Yoga a sua esposa Parvati. Este conhecimento, como uma escada, conduz ao elevado Raja Yoga”. I:1.
Não existe um sem o outro!
:O)
terça-feira, 26 de setembro de 2006
sexta-feira, 1 de setembro de 2006
Yoga
Que bicho é esse?
Raja Yoga é o objetivo cujo Hatha Yoga é o método.
Nos seu Yoga Sutras, Patanjali, um sábio filósofo que viveu 5000 a.c., diz que yoga é a cessação das ondas mentais, ou seja - não permitir que os pensamentos atrapalhem seu verdadeiro conhecimento, que para a Yoga é o conhecimento do ser, o entendimento de que não somos o que nossa mente projeta e sim algo anterior à mente...
Para tanto Patanjali determina quais os 08 passos fundamentais para alcançar tal objetivo.
Nesse tratado filosófico não é descrita uma sequer postura de Yoga.
No Maior tratado de Hatha Yoga conhecido, o Hatha Yoga Pradipka, Svatmarama, não conhece o Yoga como método ou sequer dá significado à palavra quando não associada à prática de Hatha Yoga, o que significa união com o divino através do esforço extremo Ha= sol e THA= Lua, uniãoi do sol e da lua, numa visão dualística típica do tantrismo da época. Diz-se que Hatha Yoga é a tartaruga que sustenta o mundo, em referência ao simbologismo da gênese induísta.
Assim também a Goraksha Padhatai trata o Hatha Yoga como esforço extremo para atingir a meta de união com o divino.
Geranda, sábio que escreveu a Geranda Samhita também fala sobre Hatha Yoga e desenvolve sete estágios num completo sistema de ensinamentos da Hatha Yoga.
Tenho daí que Hatha Yoga é o caminho de auto-conhecimento cujo meio é o próprio fim. A seara de crescimento é o caminho da iluminação espiritual que se dá do mais denso (corpo e ásanas), passando pelo mais sutil (respiração e foco mental) até o imaterial (meditação).
Pratiquem Yoga
:O)
Raja Yoga é o objetivo cujo Hatha Yoga é o método.
Nos seu Yoga Sutras, Patanjali, um sábio filósofo que viveu 5000 a.c., diz que yoga é a cessação das ondas mentais, ou seja - não permitir que os pensamentos atrapalhem seu verdadeiro conhecimento, que para a Yoga é o conhecimento do ser, o entendimento de que não somos o que nossa mente projeta e sim algo anterior à mente...
Para tanto Patanjali determina quais os 08 passos fundamentais para alcançar tal objetivo.
Nesse tratado filosófico não é descrita uma sequer postura de Yoga.
No Maior tratado de Hatha Yoga conhecido, o Hatha Yoga Pradipka, Svatmarama, não conhece o Yoga como método ou sequer dá significado à palavra quando não associada à prática de Hatha Yoga, o que significa união com o divino através do esforço extremo Ha= sol e THA= Lua, uniãoi do sol e da lua, numa visão dualística típica do tantrismo da época. Diz-se que Hatha Yoga é a tartaruga que sustenta o mundo, em referência ao simbologismo da gênese induísta.
Assim também a Goraksha Padhatai trata o Hatha Yoga como esforço extremo para atingir a meta de união com o divino.
Geranda, sábio que escreveu a Geranda Samhita também fala sobre Hatha Yoga e desenvolve sete estágios num completo sistema de ensinamentos da Hatha Yoga.
Tenho daí que Hatha Yoga é o caminho de auto-conhecimento cujo meio é o próprio fim. A seara de crescimento é o caminho da iluminação espiritual que se dá do mais denso (corpo e ásanas), passando pelo mais sutil (respiração e foco mental) até o imaterial (meditação).
Pratiquem Yoga
:O)
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