Mania de você
Meu bem, você me dá água na boca
Vestindo fantasias, tirando a roupa
Molhada de suor de tanto a gente se beijar
De tanto imaginar loucuras
A gente faz amor por telepatia
No chão, no mar, na Lua, na melodia...
Mania de você, de tanto a gente se beijar,
De tanto imaginar loucuras...
Nada melhor do que não fazer nada
Só pra deitar e rolar com você...
Nada melhor do que não fazer nada
Só pra deitar e rolar com você...
sexta-feira, 30 de junho de 2006
Dos Catálogos
Pra que meu deus Catalogar as coisas?
Vai que você acha o que está procurando...?
Triste não?!
Nada de mais gosto da vida que procurar um disco
e achar um outro que há tempos não ouvia!
Aprendi com Tica...
Bjkas
Vai que você acha o que está procurando...?
Triste não?!
Nada de mais gosto da vida que procurar um disco
e achar um outro que há tempos não ouvia!
Aprendi com Tica...
Bjkas
Vó Pimenta II
Lembrei do post da vó I devido à leitura de João Ubaldo - A casa dos Budas Ditosos...Afortunados esses budas ...
Há uma certa passagem sobre uma trepada num muro numa praia que é muito parecida com as hiotórias da vó pimenta... ou é cultura local ou aconteceu e ela tava lá hahahaha
Outra abordagem da sexualidade é que ela existe mesmo.
E tem que ser aproveitada.. não é pecado não é feio não é ruim não.
Um dia Vó Pimenta me deu um poema de Manoel bandeira que fala de " teu corpo branco e macio como um véu de noivado" e gostei...mas só depois que ela leu entendi o que era o véu da noiva, o que representava o branco, o corpo, as rosas de laranjeiras e outras coisas ....
Com essas idéias de linguagem figurada vó pimenta me despertou o gosta para a leitura.
Interessante como uma coisa leva à outra e ambas nos levam à sacanagem.... ahahhaha
Há uma certa passagem sobre uma trepada num muro numa praia que é muito parecida com as hiotórias da vó pimenta... ou é cultura local ou aconteceu e ela tava lá hahahaha
Outra abordagem da sexualidade é que ela existe mesmo.
E tem que ser aproveitada.. não é pecado não é feio não é ruim não.
Um dia Vó Pimenta me deu um poema de Manoel bandeira que fala de " teu corpo branco e macio como um véu de noivado" e gostei...mas só depois que ela leu entendi o que era o véu da noiva, o que representava o branco, o corpo, as rosas de laranjeiras e outras coisas ....
Com essas idéias de linguagem figurada vó pimenta me despertou o gosta para a leitura.
Interessante como uma coisa leva à outra e ambas nos levam à sacanagem.... ahahhaha
Vó Pimenta
E foi assim
"quem tiver se ido
que se foda"
Interessante corolário Buarquiano aprendi com minha vó Pimenta, que vó mesmo não era, mas pimenta foi na minha vida.
Que se foda não era xingamento, buceta era órgão sexual e caralho encaixava nela.
Nem sei bem o que eu sabia ou fazia aos 12 anos pois moleque dessa idade só pensava em jogar bola e nisso eu não era bom, então sei lá o que fazia na época. Nem punhetinha rolava... filho único, de pais quarentões e de vizinhos cinquentões, solteiros, o filho único do quarteirão quarentão...
de pais com idade avós, foi vó pimenta quem primeiro me despertou a verdadeira curiosidade sexual, ou melhor sexológica como ele dizia, porque sexo tem uma lógica, que foge à metrica mas tem ritmo, que ignora o método mas segue um ritual, ou não. Foda-se e pronto.
Roda mundo roda pião...
Na história do "sim há uma diferença" e o casal de menininhos assexuados olhando as próprias braguilhas há um quê de erro de premissa .... ahhhh a psicologia ... aprenda sobre o que está na outra calça, " ... no seu caso muleque o que está na calcinha..." .
E continuava ... Aprender a sentir prazer é fundamental para uma saudável vida sexual adulta...
Tem que trepar Helinho... saber pegar uma mulher de jeito. E menina tem que bater siririca merrrmo... entende? tem que saber onde gosta e do jeito que gosta senão fica aí que nem as pessoas da sala de jantar....
Sei bem que menininhas bonitinhas do colégio da minha época não sabiam com quantos paus se fazia uma canoa porque primeiro não sabiam o que é um pau, depois nunca tinham se tocado em suas canoas... água de beber camará...bebe-se... entende?
Masturbação era proibido, mal social, idade certa, lugar certo, ... príncipe no cavalo branco a salvar a princesa da torre.... dar só para o homem certo.... que porra é essa? recalque iditota numa família de imbecis....
um verdadeiro desalento que se torna num desespero de mulheres que não sabem gozar, não enrabam, recalcadas, tristes, amarguradas encalhadas à procura de um alguém que lhes dê filhos, para cumprirem seu papel.
Escovam os dentes 4 vezes por dia e metem uma por semana...
Vó pimenta me contava piadas e histórias engraçadíssimas sobre xavasca, que minha mãe referia-se como " a perseguida" e como e onde fazer e sentir... velocidade e pressão dos dedos,boca,língua e lábios... ai ai...
Me contou sobre um grupo antigo de música chamado "secos e molhados" o porque do nome e me mostrou as letras...
Foi uma mestra... sem pudor nas palavras ... falava abertamente como se fosse coisa natural...imagina...nos idos de meus 15 anos... um impúbere praticante hahahaha
Sorte das filhas da vó pimenta... azar das dantescas recatadas que começaram a dar aos 18, e acreditam até hoje na falácia do império do virtualismo himeniano. Acendam uma vela pra nossa senhora do orgasmo múltiplo e rezem...ajoelhadinhas, de terço na mão...opa hoje é rosário porque somaram um grande mistério aos outros três...
Para curar um amor platônico, uma trepada Homérica!
foi assim...
"quem tiver se ido
que se foda"
Interessante corolário Buarquiano aprendi com minha vó Pimenta, que vó mesmo não era, mas pimenta foi na minha vida.
Que se foda não era xingamento, buceta era órgão sexual e caralho encaixava nela.
Nem sei bem o que eu sabia ou fazia aos 12 anos pois moleque dessa idade só pensava em jogar bola e nisso eu não era bom, então sei lá o que fazia na época. Nem punhetinha rolava... filho único, de pais quarentões e de vizinhos cinquentões, solteiros, o filho único do quarteirão quarentão...
de pais com idade avós, foi vó pimenta quem primeiro me despertou a verdadeira curiosidade sexual, ou melhor sexológica como ele dizia, porque sexo tem uma lógica, que foge à metrica mas tem ritmo, que ignora o método mas segue um ritual, ou não. Foda-se e pronto.
Roda mundo roda pião...
Na história do "sim há uma diferença" e o casal de menininhos assexuados olhando as próprias braguilhas há um quê de erro de premissa .... ahhhh a psicologia ... aprenda sobre o que está na outra calça, " ... no seu caso muleque o que está na calcinha..." .
E continuava ... Aprender a sentir prazer é fundamental para uma saudável vida sexual adulta...
Tem que trepar Helinho... saber pegar uma mulher de jeito. E menina tem que bater siririca merrrmo... entende? tem que saber onde gosta e do jeito que gosta senão fica aí que nem as pessoas da sala de jantar....
Sei bem que menininhas bonitinhas do colégio da minha época não sabiam com quantos paus se fazia uma canoa porque primeiro não sabiam o que é um pau, depois nunca tinham se tocado em suas canoas... água de beber camará...bebe-se... entende?
Masturbação era proibido, mal social, idade certa, lugar certo, ... príncipe no cavalo branco a salvar a princesa da torre.... dar só para o homem certo.... que porra é essa? recalque iditota numa família de imbecis....
um verdadeiro desalento que se torna num desespero de mulheres que não sabem gozar, não enrabam, recalcadas, tristes, amarguradas encalhadas à procura de um alguém que lhes dê filhos, para cumprirem seu papel.
Escovam os dentes 4 vezes por dia e metem uma por semana...
Vó pimenta me contava piadas e histórias engraçadíssimas sobre xavasca, que minha mãe referia-se como " a perseguida" e como e onde fazer e sentir... velocidade e pressão dos dedos,boca,língua e lábios... ai ai...
Me contou sobre um grupo antigo de música chamado "secos e molhados" o porque do nome e me mostrou as letras...
Foi uma mestra... sem pudor nas palavras ... falava abertamente como se fosse coisa natural...imagina...nos idos de meus 15 anos... um impúbere praticante hahahaha
Sorte das filhas da vó pimenta... azar das dantescas recatadas que começaram a dar aos 18, e acreditam até hoje na falácia do império do virtualismo himeniano. Acendam uma vela pra nossa senhora do orgasmo múltiplo e rezem...ajoelhadinhas, de terço na mão...opa hoje é rosário porque somaram um grande mistério aos outros três...
Para curar um amor platônico, uma trepada Homérica!
foi assim...
segunda-feira, 19 de junho de 2006
Sri Ganapati
Om dhyanam samarpayami – medito em Sri Ganapati
Om avahanam samarpayami – invoco a força de Sri Ganapati
Om ratnasimhasanam samarpayami – ofereço um trono com pés de leão a Sri Ganapati
Om padyam samarpayami – ofereço água para lavar os pés de Sri Ganapati
Om arghyam samarpayami – ofereço água para lavar as mãos de Sri Ganapati
Om achamaniyam samarpayami – ofereço água para Sri Ganapati beber
Om shnanam samarpayami – ofereço água para Sri Ganapati banhar-se
Om maha abhishekam samarpayami – faço o abhishekam (aspersão de água sagrada) para Sri Ganapati
Om pratishtapayami – ofereço assento a Sri Ganapati, para que permaneça entre nós
Om vasthram samarpayami – faço oferendas a Sri Ganapati
Sri Ganesha
Sri Ganesha - Vighneswara – Vinayaka
"As máscaras de Deus são muitas, que ao mesmo tempo escondem e revelam a face da Glória."
"As máscaras de Deus são muitas, que ao mesmo tempo escondem e revelam a face da Glória."
Um mito é uma máscara, uma metáfora daquilo que repousa por trás do mundo visível.
Podemos dizer que os mitos são as chaves para a nossa mais profunda força espiritual; a força capaz de nos levar à Iluminação. Podem ser considerados como pistas para se conhecer as potencialidades espirituais do ser humano.
Os mitos antigos foram concebidos para harmonizarem a mente e o corpo. Os mitos e ritos eram meios de colocar a mente em acordo com o corpo e colocar o rumo da vida em acordo com o rumo apontado pela natureza. Os mitos estimulam a tomada de consciência da perfeição do homem, a plenitude da sua força e a introdução da luz no mundo; ajudam o homem a buscar e destruir as coisas sombrias que estão lá no fundo dele mesmo.
Quem é Ganesha? O que ele vem ensinando ao mundo?
Ganesha é, talvez, uma das mais populares deidades veneradas pelos Hindus. Nenhum empreendimento, seja sagrado ou secular, é iniciado sem antes fazer-se uma invocação a Ganesha. Ele é encontrado em todos os templos Hindus, parques, ruas principais, escadarias dos rios sagrados (ghats) e nos topos das colinas. Ele é uma presença obrigatória entre os utensílios de viagem de qualquer Hindu.
Quem é Ganesha? O que ele vem ensinando ao mundo?
Ganesha é, talvez, uma das mais populares deidades veneradas pelos Hindus. Nenhum empreendimento, seja sagrado ou secular, é iniciado sem antes fazer-se uma invocação a Ganesha. Ele é encontrado em todos os templos Hindus, parques, ruas principais, escadarias dos rios sagrados (ghats) e nos topos das colinas. Ele é uma presença obrigatória entre os utensílios de viagem de qualquer Hindu.
Além da Índia, Ganesha é encontrado no Tibete, Nepal, China, Japão e em quase todos os países do Sudeste Asiático. Já foi encontrado, em escavações arqueológicas, até no México. Há um Upanishad, o Ganapathyopanishad, exclusivamente dedicado a ele, e Shankara, no seu “Ganesha Bhyjagan” (hino de louvor a Ganesha), descreveu-o como “o imperecível”, “o imaculado”, “transcendendo as qualidades da matéria (gunas)” e “a bem-aventurança suprema”.
Há um significado especial em colocar Vighneswara num primeiro plano, antes de se iniciar qualquer empreendimento: quando um elefante se move na floresta, ele abre uma clareira para que os outros animais possam passar. Da mesma forma, quando invocamos Ganesha, os caminhos são abertos para nossos empreendimentos; a viagem da vida se torna mais feliz e mais calma com a Graça dele.
Os Nomes - Ganesha é conhecido por vários nomes: GANESHA = Senhor de todos os seres
Gana= multidão, Isha= Senhor ; GANAPATHI = Senhor de todos os seres ou da sabedoria
Gana = multidão ou Ga = Buddhi ou intelecto, Na = Vijñana ou sabedoria, Pathi = Mestre ou Senhor; VIGHNESWARA = Senhor de todos os obstáculos, Vighna = obstáculo, Eswara = Senhor ; VINAYAKA = Mestre Supremo Vina = sem ; Ayaka= líder; GAJANANA = Aquele que tem a cara de elefante Gaja = elefante ; Anana = cara; GAJAVADANA = Aquele que tem a cara de elefante Gaja= elefante; Vadana = cara; EKADANTAM = Aquele que tem uma só presa (dente) Eka= um; Danta= dente; LAMBODARAM= Aquele que tem a barriga grande
Lamba = grande, comprido ; Udaram= estômago.
Simbolismo
Ganesha, o primeiro filho do Senhor Shiva é chamado de “Mestre Supremo” (Vinayaka) ou “Senhor de todos os obstáculos” (Vighneswara) porque ele é o Senhor Supremo de todas as circunstâncias, e nem as forças divinas podem obstruir seu caminho. “Ganas” também simbolizam os sentidos; assim, Ganapathi é também o “Senhor dos Sentidos”. Ele é “Siddhi Vinayaka”, o mestre que concede a potência espiritual e “Buddhi Pradayaka”, aquele que concede a inteligência suprema.
Gana= multidão, Isha= Senhor ; GANAPATHI = Senhor de todos os seres ou da sabedoria
Gana = multidão ou Ga = Buddhi ou intelecto, Na = Vijñana ou sabedoria, Pathi = Mestre ou Senhor; VIGHNESWARA = Senhor de todos os obstáculos, Vighna = obstáculo, Eswara = Senhor ; VINAYAKA = Mestre Supremo Vina = sem ; Ayaka= líder; GAJANANA = Aquele que tem a cara de elefante Gaja = elefante ; Anana = cara; GAJAVADANA = Aquele que tem a cara de elefante Gaja= elefante; Vadana = cara; EKADANTAM = Aquele que tem uma só presa (dente) Eka= um; Danta= dente; LAMBODARAM= Aquele que tem a barriga grande
Lamba = grande, comprido ; Udaram= estômago.
Simbolismo
Ganesha, o primeiro filho do Senhor Shiva é chamado de “Mestre Supremo” (Vinayaka) ou “Senhor de todos os obstáculos” (Vighneswara) porque ele é o Senhor Supremo de todas as circunstâncias, e nem as forças divinas podem obstruir seu caminho. “Ganas” também simbolizam os sentidos; assim, Ganapathi é também o “Senhor dos Sentidos”. Ele é “Siddhi Vinayaka”, o mestre que concede a potência espiritual e “Buddhi Pradayaka”, aquele que concede a inteligência suprema.
O Senhor da Cabeça de Elefante, Senhor de todas as dificuldades na vida, possui uma grande cabeça, que simboliza sua capacidade de conceber e compreender a lógica do pensamento e refletir sobre a Verdade dos ensinamentos. O primeiro passo no caminho espiritual é escutar (sravanam). Ganesha nos mostra isto simbolicamente, com suas grandes orelhas. O segundo passo é refletir (mananam) sobre os ensinamentos escutados, e isto ele faz com seu “grande” intelecto, representado pela cabeça de elefante.
A sua tromba é uma ferramenta que tem o poder de desenraizar uma árvore e a sensibilidade para levantar uma palhinha de feno. Como a tromba do elefante, assim deve ser a faculdade de discernimento do intelecto evoluído do homem, de modo que ele a possa usar no mundo exterior para resolver os problemas do dia-a-dia e, ao mesmo tempo, nos reinos sutis da personalidade interior.
As presas representam os pares de opostos: o bem e o mal, o permanente e o transitório, etc. A tromba entre elas é o poder de discernimento para avaliar e chegar a conclusões adequadas neste mundo de dualidades.
No dia de Ganesha (Vinayaka Chathurdhi), os estudantes em toda a Índia colocam seus livros em frente a um ídolo de Ganesha e veneram-no para que a deidade ilumine as suas mentes.
Vinayaka também nos ensina sobre o sacrifício. Quando ele estava escrevendo o Mahabharata, ditado pelo sábio Vyasa, este último impôs a condição de que Vinayaka tinha que escrever sem parar. Este, por sua vez, impôs também ao sábio a condição de que não parasse de ditar. Enquanto escrevia, a pena que usava quebrou-se. Imediatamente, ele partiu sua própria presa para usar como caneta. Por isto, é chamado Ekadanta (aquele que tem uma só presa). SAI BABA diz que esse é um exemplo esplêndido do espírito de sacrifício pelo bem da humanidade.
Vinayaka também nos ensina sobre o sacrifício. Quando ele estava escrevendo o Mahabharata, ditado pelo sábio Vyasa, este último impôs a condição de que Vinayaka tinha que escrever sem parar. Este, por sua vez, impôs também ao sábio a condição de que não parasse de ditar. Enquanto escrevia, a pena que usava quebrou-se. Imediatamente, ele partiu sua própria presa para usar como caneta. Por isto, é chamado Ekadanta (aquele que tem uma só presa). SAI BABA diz que esse é um exemplo esplêndido do espírito de sacrifício pelo bem da humanidade.
Ganesha é representado com quatro braços. Em uma das mãos, ele segura uma corda de forca (Pãs’a), que simboliza o apego (Rãga) e, na outra mão, um aguilhão (Ankus’a) ou machado, simbolizando a raiva (Krodha). A corda, como o apego, pode nos atar e a raiva nos fere, do mesmo modo que o aguilhão. O aguilhão é um instrumento usado para domar animais. Quando entregamos nossa raiva e apego nas suas mãos, começa o trabalho de domar o animal que está dentro do homem.
O machado é usado para cortar todos os apegos enquanto que a corda, que antes confinava o homem, agora é usada para puxar o devoto mais para perto dele. Na peregrinação espiritual, todos os obstáculos são criados dentro de nós mesmos: o apego ao mundo dos objetos, emoções e pensamentos constituem os obstáculos. Sri Vighneswara corta estes apegos e mantém, com sua corda, a atenção do buscador voltada para o objetivo superior.
Durante a caminhada, ele alimenta o peregrino com os bolinhos de arroz que estão no prato a seus pés, simbolizando o prazer e a satisfação sentidos pelo buscador quando ele começa a evoluir para a Realidade - e o abençoa continuamente com progresso cada vez maior, até que o Homem da Perfeição (Man of Perfection, como é dito na Índia), se torna Ele próprio - O Senhor de Todos os Obstáculos - Sri Vighneswara.
Todas as deidades na Índia têm o seu veículo e o ratinho (Musaka) é o veículo de Ganesha. Os veículos representam o meio pelo qual as deidades se comunicam com o corpo físico, mente e órgãos de percepção. A palavra sânscrita musaka (ratinho - origem da palavra mouse, em inglês) é derivada da raiz mus, que significa roubar - o ratinho entra silenciosamente nos lugares, rouba, devora e destrói tudo que encontra. Da mesma forma, o egoísmo entra em nossa mente sem que percebamos e destrói todos os nossos empreendimentos. Na combinação de matéria e espírito, o indivíduo nasce com a personalidade superior - da inteligência discriminativa, e a personalidade inferior - do homem que quer gozar a vida. Estas duas facetas da personalidade humana são representadas por Vinayaka cavalgando o ratinho. Somente o intelecto (Vinayaka) com seus poderes de discernimento pode controlar o ego destrutivo (Musaka) e, ante a inteligência discriminativa, o ego parece ridículo e pequeno.
O Ritual do Coco
Há muitos rituais Hindus que sugerem como transcender as camadas da personalidade e realizar o Eu Superior. Um destes é a oferenda de um coco maduro nos templos, geralmente em frente a um ídolo de Ganesha. O coco representa o Karma Phala ou o Fruto das Ações do nosso Passado, que existe na forma de Vasanas, ou seja, as tendências que trazemos no inconsciente. Oferecer uma fruta em um templo, ou para o Guru, simboliza a entrega destes Vasanas. A casca representa o corpo denso que carrega no seu interior os desejos e apegos, que constituem o corpo sutil. O homem tem que renunciar a todos os desejos, exceto o desejo de realizar a Verdade. Quando o devoto se aproxima do Guru com esta única aspiração e um espírito de entrega, o Guru quebra a casca dura da mente-intelecto e expõe as tendências puras - Vasanas Sátvicos (simbolizadas pela polpa branca e doce do coco), para o Senhor. O último desejo, de realizar a Verdade, também é transcendido, como demonstrado pela remoção do tufo de palha da casca e exposição dos três “olhos” nela contuida. O terceiro “olho” refere-se ao “olho da Sabedoria” ou “Jnana Chakshu”, que confere a visão intuitiva do Ser. Finalmente, o leite que é derramado aos pés do Senhor constitui a fusão do Eu individual com o Ser Supremo.
O Nascimento de Ganesha
As fontes principais de informação com respeito à mitologia Hindu são os dois grandes épicos: o Ramayana e o Mahabharatha, os dezoito principais Puranas (antigas histórias tradicionais) e os cinco Tantras.
O Ritual do Coco
Há muitos rituais Hindus que sugerem como transcender as camadas da personalidade e realizar o Eu Superior. Um destes é a oferenda de um coco maduro nos templos, geralmente em frente a um ídolo de Ganesha. O coco representa o Karma Phala ou o Fruto das Ações do nosso Passado, que existe na forma de Vasanas, ou seja, as tendências que trazemos no inconsciente. Oferecer uma fruta em um templo, ou para o Guru, simboliza a entrega destes Vasanas. A casca representa o corpo denso que carrega no seu interior os desejos e apegos, que constituem o corpo sutil. O homem tem que renunciar a todos os desejos, exceto o desejo de realizar a Verdade. Quando o devoto se aproxima do Guru com esta única aspiração e um espírito de entrega, o Guru quebra a casca dura da mente-intelecto e expõe as tendências puras - Vasanas Sátvicos (simbolizadas pela polpa branca e doce do coco), para o Senhor. O último desejo, de realizar a Verdade, também é transcendido, como demonstrado pela remoção do tufo de palha da casca e exposição dos três “olhos” nela contuida. O terceiro “olho” refere-se ao “olho da Sabedoria” ou “Jnana Chakshu”, que confere a visão intuitiva do Ser. Finalmente, o leite que é derramado aos pés do Senhor constitui a fusão do Eu individual com o Ser Supremo.
O Nascimento de Ganesha
As fontes principais de informação com respeito à mitologia Hindu são os dois grandes épicos: o Ramayana e o Mahabharatha, os dezoito principais Puranas (antigas histórias tradicionais) e os cinco Tantras.
Ganesha é tido como sendo o filho mais velho de Shiva e Parvati, mas no Matsya Purana e no Padma Purana encontram-se histórias diferentes sobre a sua origem. Entre os vários mitos que contam a origem de Ganesha, um dos mais populares é o que conta sobre o seu Nascimento, Morte e Ressurreição, tema que é explorado na mitologia de todas as religiões:
- Parvati, consorte de Shiva, não tendo filhos, preparou uma imagem de um lindo menino feito de uma mistura da sujeira e dos ungüentos perfumados de seu próprio corpo, que ela colheu depois de banhar-se, e deu vida a este menino. Deu a ele a função de sentinela dos portões do palácio, com ordens para que ninguém pudesse entrar sem sua permissão. Shiva, após longas eras meditando nos Himalaias, retornou ao lar e, ao tentar entrar, foi barrado pelo menino. Sentindo-se muito insultado com esta atitude, transformou-se em Rudra (aspecto terrível da fúria de Shiva) e, depois de uma luta, decapitou o rapaz. Quando Shiva se deu conta de que Parvati estava inconsolável com a perda de seu filho, arrependeu-se e mandou que seus atendentes fossem para a floresta e trouxessem a cabeça do primeiro ser que encontrassem. Eles obedeceram as ordens de Shiva e trouxeram a cabeça de um elefante. Shiva enxertou esta cabeça no corpo do menino e novamente deu vida a ele. Depois da ressurreição do menino com a cabeça de elefante, Shiva reconheceu-o como sendo seu primogênito e, para este filho “recém-descoberto”, entregou o cargo de líder do seu exército - Ganapathi ou Ganesha - senhor de todos os seres (almas) - comandante das forças espirituais.
Analisando este mito, vemos que Parvati representa Prakriti - a natureza como o Poder do Absoluto, inseparável Dele. Ela é Maya Prakriti, poder do encobrimento, da ilusão, da ignorância, que é composto dos três Gunas - as três características da natureza manifestada: Sattva, Rajas e Tamas. Sattva, a pureza, é representada pelos ungüentos perfumados, e Rajas e Tamas, as impurezas, pela sujeira do corpo de Parvati. Esta é uma explicação para as substâncias puras e impuras que a Mãe Parvati usou para formar o seu filho. Shiva é o Senhor do Yoga, e a aniquilação do menino, após a luta com o Pai, e a sua ressurreição com a cabeça de elefante simbolizam a transformação do menino em um ser espiritual. Ele agora tem o poder de destruir os inimigos dos Deuses e proteger os devotos, indicando-lhes o caminho. Ao caminho espiritual, denominamos Marga. Esta palavra vem da raiz Sânscrita mrg, que relaciona-se com as pegadas deixadas por um animal que seguimos. Este “animal” que seguimos é o nosso próprio Eu
Espiritual.
Existem muitas histórias sobre Ganesha, que aparece de várias maneiras, dançando, sentado, segurando vários objetos, etc.; todas são ricas em simbolismos e contêm ensinamentos. Toda a mitologia das divindades Hindus é formada por projeções de forças psicológicas e espirituais que estão dentro de nós e deve-se compreender que não é a forma grosseira que é adorada, mas a força sutil que está por trás da forma, que lhe dá significado.
Compreender o significado de Ganesha é fazer uma investigação sobre o significado mais profundo do que é religião; é compreender a essência das escrituras. Assim, a eloqüência que está por detrás do ídolo se manifesta. O discípulo descobre que todas as deidades são diferentes aspectos do mesmo Ser Supremo - Realidade Interna de cada criatura, expressando-se através de vários símbolos e formas diferentes.
Fonte - Sai Baba
quarta-feira, 14 de junho de 2006
Letr A
A gente só não inventa a dor
A gente que enfrenta o mal
Quando a gente fica em frente ao mar
A gente se sente melhor
Inusitado...
tão de repente
por conselho do sempre amor
hoje amada amiga
tão diferente
Extasiado
Gosto de você
Oi.. vc vem sempre aqui?
Eu toco na banda
... ... riempa gli spazii in bianco ...
come vá gli lezioni?
:O)
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