quarta-feira, 29 de junho de 2005


http://manateesp.blogspot.com Posted by Hello

Ao Sino da Madalena

Deixo de lado minhas teclas
mal batidas
Pra contar em verso ou prosa
A balada d' um sinete

Leve no balançar
Pequeno nas ondas do mar
Mas nunca frágil ao navegar

Tilintava à toda vela
E ninava o ar
Chamava pra rangar
E gritava homem ao mar

Firmeza esse anãozinho
de metal a chacoalhar
Pra lá e pra cá
Em pleno mar

Dá saudades
do tempo de sol
soando ao acordar
e das noites de lua
quietando a ninar

Se um dia me contassem
que tinha vida não acrediatria
zombaria desse mentir
mas eis-me aqui
dizendo-lhe coisas
por saudades sentir

:O)


Grega, engarrafei como de costume
Enrolhei bem
E postarei no sábado
Ou nos Macacos ou na Cabeçuda

Vagau

" Faça tudo, busque o impossível,
Mas, meu amigo,
Respeite o mar.
O sábio marinheiro sabe que
Ele jamais venceu uma tormenta,
Apenas e tão-somente apenas,
Foi o mar que deixou
Ele passar."
... e passou ...

terça-feira, 28 de junho de 2005

Variação da agulha padrão

Hoje naufragou uma companheira
Madalena ou Madelaine para o JeanPierre
Fez água na ponta da juatinga
Carta 1634, hoje talvez 21º 30' w

A Grega
Se agapô poli poli
e irmão Grego dentro
Cris e Andre (poulos)

Resgatados por uma menina moça
Da enseada do Sono
Deitaram mastro por um bom tempo

Tudo na vida,
Muda
Sempre
O tempo todo
Sempre
O tempo todo
Muda
Tudo na vida.

Carpe Diem

Não desanimem nos percalços,
Aprendam como a seta reta na maré,
Decurso de dia e de linhas.

O lápis é usado na carta
Pelo próprio motivo
Das pessoas em nossas vidas
São muitas passagens,
Passageiros
e muitos caminhos.

Com o fim de uma era
Inicia-se outra
Assim como do cume nasce a queda
Querendo-nos ou não

Como diria nosso amigo estranho
Um barco de verdade não nasce por acaso
e completo...
Nem morre sem motivo...

Rapa Nui um dia!
No outro Para-ty !

Homenagem prestada,
é tempo de lembrar
dos bons ventos que nos levaram
e que sempre soprem
Suaves e eternos
Nunca Infinitos, mas pra sempre

HariOm

sábado, 25 de junho de 2005

Yung

Omnis vir feminam suam secum portat
Cada homem traz sua mulher consigo,
no sentido que todo homem carrega em si o arquétipo feminino do inconsciente coletivo.
Assim, a mulher de minha escolha, representa minha própria tarefa não entendida por mim.
São tais mulheres, em outras palavas, a representação da anima do Homem, senão a própria ali prostrada num acúmulo de ossos e carne.
Mutatis mutandi assim tb acontece com as mulheres e seu animus.
Como realizar então a compulsão do inconsciente através de nossos desejos conscientes?
Né?
:O)

Patanjali

YOGAS CITTA VRTTI NIRODAH
O aquietamento das ondas mentais é o Yoga.
A contenção da substância mental é o Yoga.

domingo, 29 de maio de 2005

Corpos Pintados

A pintura de Zapata na Oca
deixou-me a profunda impressão de descontinuidade do olhar
Ali confundi a tela e a modelo, a pintura e o fotógrafo, a visão do observador.

Todas, formas de arte.
Mas atentei-me ao detalhe: mudando a perspectiva e a distância focal, ou seja
olhando de longe o fotógrafo faz a modelo mesclar no plano da paisagem.

Assim situamos o ser humano: dentro ou fora de uma situação,
se olhamos de longe ou de perto.
Você é a pintura e o quadro, e ao mesmo tempo observador.

Quanto mais perto melhor observamos, maior a diferença entre o homem e o contexto.
Mas para vermos a floresta precisamos nos afastar um pouco
Senão as arvores atrapalham.